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Gestão Escola para Equidade: Juventude Negra

Contribuir para o desenvolvimento e a implementação de práticas inspiradoras de gestão escolar que, por meio da equidade racial e da valorização da diversidade na escola, contribuam para a melhoria do rendimento dos estudantes como um todo e da juventude negra em particular.

Sobre os editais

O edital é uma realização do Instituto Unibanco em parceria com o Baobá-Fundo para a Equidade Racial e o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade Federal de São Carlos. As ações podem se dar de diversas formas: no âmbito curricular, estimulando a aplicação da Lei 10.639 e incentivando professores a trabalhar o tema de forma interdisciplinar; por meio do reconhecimento e apoio a projetos criados por jovens estudantes; pela busca de parcerias que garantam uma maior interação entre a escola e a comunidade; pelo desenvolvimento de projetos, inovadores para superar dificuldades no desempenho dos alunos.

É direcionado a escolas públicas e organizações sociais legalmente formalizadas com comprovada atuação na área da Educação e superação das desigualdades raciais.

Nas últimas décadas, muito se avançou nas discussões e ações em prol do acesso de jovens negros e negras à educação. Os indicadores de resultados dessas ações podem ser demonstrados pelos dados da Pnad 2015, que, pela primeira vez em sua série histórica, mostraram que mais da metade dos brasileiros de 15 a 17 anos que se autodeclararam pretos ou pardos ao IBGE estão estudando no Ensino Médio. No início da década passada, o percentual era de apenas 25%. No âmbito do Ensino Superior, a criação de políticas afirmativas é um exemplo dos incentivos para as juventudes negras concluírem o Ensino Médio e ingressarem nessa etapa.

Se por um lado temos muito a comemorar sobre o acesso, é preocupante a desigualdade revelada na comparação entre o desempenho no Saeb 2015 dos jovens negros e os demais grupos: seu aprendizado é em média 15 pontos inferior ao dos estudantes brancos. As desigualdades raciais presentes na sociedade brasileira manifestam-se neste abismo entre os resultados educacionais, revelando que a equidade precisa ser um princípio estruturante das políticas educacionais e uma realidade nas escolas brasileiras. A questão da equidade e todas as temáticas a ela relacionadas (gênero e raça, por exemplo) são frequentemente desconsideradas na concepção de políticas públicas educacionais. Contudo, na agenda racial, muito se avançou nas últimas décadas nas discussões e ações em prol do acesso de jovens negros e negras à educação. Exemplos disso são: a adoção de reserva de vagas no Ensino Superior e no Ensino Médio da rede federal; a produção e distribuição de materiais pedagógicos e didáticos com foco no combate ao racismo e o monitoramento dos dados de acesso, permanência e conclusão com o recorte racial.

Nesse sentido, é fundamental não só fortalecer os programas e ações articulados para o enfrentamento das desigualdades raciais presentes no contexto escolar, visando à promoção e à garantia dos direitos de todos e de cada um, mas também ampliar o escopo dessas iniciativas.